Romance de superfície


A Livraria, de Isabel Coixet, ganhou o Prêmio Goya, o “Oscar” espanhol. Vendo-se o filme, não se entende bem a razão desse reconhecimento. Embora dirigida por uma espanhola, a história tem DNA britânico. Passa-se na Grã-Bretanha, é falada em inglês e interpretada por ingleses. A autora do romance, Penelope Fitzgerald, nasceu e morreu no Reino Unido.

Deixando isso de lado, deve-se dizer que a história, embora bem-intencionada, também é cheia de inconsistências. Florence (Emily Mortimer) torna-se viúva e decide realizar seu sonho de juventude, tornando-se dona de uma livraria. Para tal, muda-se para uma cidadezinha da costa britânica, tão encantadora quanto intolerante.

Lá, Florence torna-se alvo da inveja e maledicência de alguns moradores. Em especial, de uma moradora, que almeja despejar a livreira do imóvel onde se instalou.

O filme tem visual bonito, boas interpretações e defende o potencial civilizatório dos bons livros. Como ser contra? No entanto, o enredo gira em falso em sua falta de verossimilhança, feita de conflitos tão implausíveis como superficiais.

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