Quarentena (1). Um panelaço para fechar o dia


  1. Uma hora de caminhada pela manhã, meia hora de natação à tarde. É preciso manter o organismo em funcionamento. Mais que isso não posso fazer por este velho corpo. Tenho outros compromissos.

  2. Leio três jornais, sem muita variação sobre os desatinos do mundo e a farsesca política brasileira.

  3. Compras no supermercado. Não vi histeria. Mas o movimento era meio anormal. Meio tenso. Faltavam produtos. Uma senhora usava máscara. Álcool gel, nem pensar.

  4. À tarde a internet caiu. Não só. Ficamos sem telefone e TV. A NET caiu, me avisou o porteiro. Só volta em duas horas. Voltou. Está todo mundo em casa, internetando ou vendo séries. A rede não aguenta.

  5. Escrevo um pouco, meio sem direção.

  6. Continuo a leitura de alguns livros (leio tudo ao mesmo tempo, hábito anárquico da juventude). Estou terminando o segundo volume da trilogia do Milton Hatoum sobre o tempo da ditadura. Continuo o clássico de Robert Paxton sobre o fascismo. E avanço nas considerações de Hannah Arendt sobre o Caso Dreyfus, em Origens do Totalitarismo. Inspirado pelo filme A Vida oculta, do Terrence Malick, comecei a leitura de Middlemarch, de George Eliot. Tem outras coisinhas mais. Vou alternando livros em papel e no Kindle. Não tenho preconceito.

  7. À noite, um filme mexicano interessante, Las Niñas bien, concorrente dos Prêmios Platino, dos quais sou jurado.

  8. Panelaço na Ponta da Praia e em outros pontos da cidade. Começou a cair a ficha da classe média sobre o que fizeram em 2018?

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