Rio Doce vence o Olhar de Cinema 2021


O pernambucano Rio Doce, de Fellipe Fernandes, ganhou o prêmio principal do Olhar de Cinema. Na trama, Tiago (Okado do Canal) é separado da mulher, tem uma filha pequena e muitos problemas, financeiros inclusive. Procurado por uma jovem, descobre algo sobre seu passado que irá alterar todo o seu modo de vida.

Gostei da maneira despojada como os ambientes vão ganhando vida no desenvolvimento do enredo. Uma festa de aniversário, uma balada, uma reunião de família – tudo ganha tempo para se expor e dar espessura aos personagens e à história. Racismo, classes sociais e configurações familiares entram em cena nesse filme envolvente e comovente. E que ainda se dá ao luxo de um desfecho aberto, confiando na capacidade de imaginação do espectador. Muito bom.

Rolê – Histórias dos rolezinhos, de Vladimir Seixas, ficou com o Prêmio Especial do Júri. Tem méritos por expor uma faceta criativa do movimento antirracista, que atinge a classe média e a branquitude em seu centro de gravidade: nos shoppings, ambientes “higienizados” e demofóbicos. A estrutura excludente da sociedade brasileira aparece sem disfarces. O filme ganhou ainda o Prêmio do Público.

Confira a lista completa de premiados:

Mostra Competitiva

Longas-metragens:

Prêmio Olhar de Melhor Filme

Rio Doce , de Fellipe Fernandes

Prêmio Especial do Júri

Rolê – Histórias dos rolezinhos, de Vladimir Seixas

Prêmio de Contribuição Artística

Sonhos de Damasco | Damascus Dreams, de Emilie Serri

Curtas-metragens:

Prêmio Olhar de Melhor Filme

Vikken | Vikken, de Dounia Sichov

Menção Honrosa

Ouça a batida das nossas imagens, de Maxime Jean-Baptiste e Audrey Jean-Baptiste

Mostra Outros Olhares

Melhor longa-metragem

Rumo ao Norte / North de Current, de Angelo Madsen Minax

Menção honrosa

Apenas o Sol / Nothing But The Sun, de Arami Ullon

Mostra Novos Olhares

Novos Olhares – Melhor Filme

Crime Culposo | Careless Crime, de Shahram Mokri

Menção Honrosa:

A Cidade Dos Abismos, de Priscyla Bettim e Renato Coelho.

Prêmio de Melhor Longa Brasileiro das Mostras Competitiva, Outros Olhares e Novos Olhares.

Rio Doce, de Fellipe Fernandes

Menção Honrosa

A Matéria Noturna, de Bernard Lessa

Prêmio de Melhor Curta Brasileiro das Mostras Competitiva e Outros Olhares

Vencedor: Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui, de Érica Sarmet

Menção Honrosa: Chão De Fábrica, de Nina Kopko

Júri AVEC-PR

Prêmio AVEC-PR Leandro Schip Olhar de Cinema

Mirador, de Bruno Costa

Menção honrosa do Júri AVEC-PR

Perto de você, de Cássio Kelm

Júri Abraccine

Vencedor:

Estilhaços | Splinters, de Natalia Garayalde

Menção honrosa:

O Sonho do Inútil, de José Marques de Carvalho Jr.

Prêmio do Público

Rolê – Histórias dos rolezinhos, de Vladimir Seixas

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