Começa hoje o 32º Cine Ceará


FORTALEZA – O longa-metragem A Filha do Palhaço, de Pedro Diógenes, dá início hoje (sexta, 7/10) à mostra competitiva do Cine Ceará 2022. O filme é assinado por um dos cineastas mais criativos do Ceará, autor de Estrada para Ythaca, entre outros títulos. A exibição do seu longa será precedida por uma homenagem à atriz Camila Pitanga, uma apresentação especial da Camerata da Universidade Federal do Ceará e a exibição do curta Se Liga ou Se Choque, realizado por alunos que participaram do Projeto Compartilha Animação.

Embora o primeiro filme seja brasileiro, o Cine Ceará, agora em sua 32a edição, tem caráter ibero-americano. De brasileiro, apenas mais um concorrente – O Acidente, de Bruno Carboni. Todos os outros seis são estrangeiros. Vicenta B. vem de Cuba, O Invisível, do Equador, Inseparáveis, da Argentina, Meninos de las Brisas, da Venezuela, Green Grass, do Chile, e A Piedade, da Espanha.

São títulos inéditos em território nacional e procedem de sete países diferentes. Além do Brasil, com seus dois concorrentes, estão representados Cuba, Equador, Argentina, Venezuela, Chile e Espanha, com um longa-metragem cada. Foram selecionados pelo cineasta brasileiro Vicente Ferraz (autor de Soy Cuba – o Mamute Siberiano e A Estrada 47). Pode-se esperar uma mostra de bom nível, mas, claro, só saberemos disso vendo os filmes. De acordo com texto divulgado pelo festival, a curadoria de Ferraz teve como meta a diversidade, tanto temática como estética. A conferir.

Além dos oito longas, dez curtas-metragens nacionais, vindos de sete Estados do país, disputarão os troféus Mucuripe distribuídos pelo festival. Os curtas foram selecionados pelo crítico Arthur Gadelha. Além da diversidade, disse ele, os filmes escolhidos revelam um país revoltado com seu estado social, mas também capaz de fantasia e sonho.

As sessões de curtas e longas terão lugar em sua casa tradicional, o Cineteatro São Luiz, no Largo do Ferreira, região central de Fortaleza.

Esses dez longas e oito curtas da mostra competitiva formam o, por assim dizer, núcleo duro do festival. Mas, além deles, há outras atrações a serem consideradas, em particular a importante mostra Olhar do Ceará, exclusiva da produção local, composta este ano por quatro longas-metragens e mais dez curtas. Os longas são A Colônia, de Virgínia Pinho e Mozart Freire; Afeminadas, de Wesley Gondim; Escuridão na Terra da Luz, de Popy Ribeiro e Todo Mundo já Foi para Marte, de Telmo Carvalho. Esses filmes serão apresentados no Cinema do Dragão, na parte da tarde. Oito dos dez curtas também serão disponibilizados online na plataforma do Itaú Cultural Play, de 12 a 20 de outubro.

Somando essas mostras oficiais e mais sessões especiais e mostras paralelas, o Cine Ceará exibirá mais de 50 filmes, entre longas e curtas, durante a sua semana de duração. Com acréscimo de debates, master classes e outras atividades, será uma maratona e tanto, como acontece na maioria dos festivais de cinema.

Longas em competição

A Filha do Palhaço. Brasil. Dir. Pedro Diógenes
Vicenta B. Cuba. Dir. Carlos Lechuga
O Invisível. Equador. Dir. Javier Andrade
Inseparáveis. Argentina. Dir. María Álvarez
O Acidente. Brasil. Dir.Bruno Carboni
Meninos de Las Brisas. Venezuela. Dir. Marianela Maldonado.
Green Grass. Chile. Dir.Ignacio Ruiz
A Piedade. Espanha. Dir.Eduardo Casanova

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