Ataque dos Cães, melhor filme no Globo de Ouro. Drive my Car, melhor estrangeiro


Da parte que posso comentar do Globo de Ouro, me pareceu que Ataque dos Cães venceu merecidamente como melhor filme de drama. Também levou o troféu de direção (Jane Campion) e coadjuvante (Kodi Smit-McPhee). Não seria nenhum exagero dar também o prêmio de ator a Benedict Cumberbatch, em seu melhor papel, ever. Mas este acabou ficando com Will Smith como o pai das tenistas Venus e Serena Williams em King Richard – Criando Campeãs. Não está mal e o filme é simpático.

Depois, há o premiado estrangeiro, que foi Drive My Car, do japonês Riusuke Hamaguchi. Hamaguchi é o cara da hora, e atropelou até mesmo o belíssimo Madres Paralelas, de Pedro Almodóvar. Drive My Car é um filme maravilhoso, que tem como ponto de partida um conto de Hanuk Murakami presente no livro Homens sem Mulheres. Extraordinários, tanto o conto como o filme que, aliás, é o desenvolvimento de uma narrativa muito breve.

Nicole Kidman ganhou como melhor atriz pela interpretação da apresentadora Lucille Ball em seu problemático casamento com Desi Asnar (Javier Bardem) em Apresentando os Ricardos, de Aaron Sorkin. O filme tem lá seus altos e baixos, mas Nicole está impecável como a talentosa e sofrida Lucille.

Belfast, de Kenneth Branagh, ganhou como melhor roteiro. Mas é mais que isso. Um belo filme e não apenas uma boa escritura, como o prêmio dá a entender.

Em televisão, destaco o prêmio de melhor atriz para Kate Winslet, inesquecível como a policial problemática em Mare Easttown. Rivaliza com a tira grávida de Frances McDormand em Fargo.

A badalada série coreana Round 6 deu o troféu de melhor ator coadjuvante para Oh Yeong-su. Não posso dizer nada. Achei a série insuportável já no primeiro episódio e pedi para sair do jogo.

PREMIAÇÃO

“Ataque dos Cães” – melhor filme (drama), melhor direção (Jane Campion), melhor ator coadjuvante (Kodi Smit-McPhee)

“Amor, Sublime Amor”, de Steven Spielberg – melhor filme (comédia ou musical), melhor atriz de comédia ou musical (Rachel Zegler), melhor coadjuvante ídem (Ariana DeBose)

“Drive My Car”, de Ryusuke Hamaguchi (Japão) – melhor filme em língua estrangeira

“Encanto”, de Byron Howard e Jared Bush – melhor filme de animação

“King Richard: Criando Campeãs”, de Reinaldo Marcus Green – melhor ator de drama (Will Smith)

“Apresentando os Ricardos”, de Aaron Sorkin – melhor atriz em drama (Nicole Kidman)

“Tick, Tick … Boom!”, de Lin-Manuel Miranda – melhor ator de comédia ou musical (Andrew Garfield)

“Belfast”, de Kenneth Branagh – melhor roteiro

“Duna”, de Denis Villeneuve – melhor trilha sonora (Hans Zimmer)

“007 – Sem Tempo Para Morrer” – melhor canção – “No Time to Die” (Billi Eilish)

TELEVISÃO

“Succession”: melhor série de drama, ator em drama (Jeremy Strong) e atriz coajuvante (Sarah Snook)

“Kacks” – melhor série de comédia ou musical, melhor atriz (Jean Smart)

“Ted Lasso” – melhor ator (comédia ou musical) – Jason Sudeikis

“Pose” – melhor atriz em série de TV (drama): MJ Rodriguez

. “The Underground Railroad”: melhor minissérie ou filme para TV

“Mare of Easttown” – melhor atriz (drama) – Kate Winslet

“Dopesick” – melhor ator (minissérie ou filme para a TV) – Michael Keaton

“Round 6” – melhor ator coadjuvante – Oh Yeong-su

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